
O Ministério Público de Roma abriu uma investigação sobre o incêndio que matou 40 pessoas, incluindo seis adolescentes italianos, em um bar de Crans-Montana, na Suiça, na noite de Réveillon.
O inquérito apura as hipóteses de crimes de homicídio culposo — quando não há intenção de cometer o delito — e incêndio, juntando-se a investigações abertas por França e Bélgica, que também tiveram cidadãos mortos na tragédia.
O MP de Roma é quem tem competência para casos envolvendo cidadãos italianos em outros países.
O Ministério das Relações Exteriores da Itália já enviou aos procuradores um relatório relativo ao incêndio, porém o inquérito é tratado sob máxima discrição.
A tragédia no bar Le Constellation na madrugada de 1º de janeiro custou as vidas dos adolescentes italianos Achille Barosi, Chiara Costanzo, Emanuele Galeppini, Giovanni Tamburi e Riccardo Minghetti, de 16 anos, e Sofia Prosperi, de 15.
Além dos mortos, outros 14 cidadãos italianos ficaram feridos, muitos dos quais seguem em estado grave.
O incêndio foi deflagrado possivelmente por velas pirotécnicas que teriam lançado chamas no revestimento de espuma do teto do Constellation, que estava lotado para o Réveillon em meio à alta temporada de inverno na Suíça.
A prefeitura de Crans-Montana admitiu que o bar não era inspecionado pelas autoridades municipais desde 2020, e os gestores do local se tornaram alvos de uma investigação do Ministério Público da Suíça.



