O Papa Leão XIV encerrou sua viagem de 11 dias pela África, realizada em meio às polêmicas com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela guerra no Irã e marcada por apelos contra conflitos armados, a exploração predatória de recursos naturais e as desigualdades sociais.
O último compromisso do pontífice americano foi uma missa para cerca de 30 mil fiéis no estádio de Malabo, na Guiné Equatorial, pequeno país africano majoritariamente católico.
Em uma homilia de tom mais ameno do que discursos anteriores na viagem, o Papa alertou para o risco da “tristeza individualista que brota em corações acomodados e avarentos”, fruto de uma “busca doentia por prazeres superficiais”.
“Quando nossa vida interior se fecha em nossos próprios interesses, não há mais espaço para os outros, os pobres não são mais bem-vindos e a doce alegria do amor de Deus não é mais experimentada”, declarou Leão XIV.
Essa foi a terceira viagem internacional do pontificado de Robert Prevost e também incluiu escalas na Argélia, em Camarões e em Angola, totalizando mais de 18 mil quilômetros percorridos.
Em meio a críticas de Trump, que o chamou de “fraco” por defender o fim da guerra no Oriente Médio, o Papa fez repetidos apelos por justiça social, paz e respeito pela dignidade humana, além de condenar a depredação dos recursos naturais da África e a “tirania” dos que defendem uma “democracia sem moralidade”.
A próxima viagem internacional de Leão XIV será na Espanha, entre 6 e 12 de junho. Mas, antes disso, o pontífice fará duas visitas ao sul da Itália: em 8 de maio, a Nápoles e Pompeia, e no dia 23 do mesmo mês, a Acerra, cidade situada na chamada “Terra dos Fogos”, zona conhecida pelos problemas ambientais causados pela gestão ilegal de lixo.



