As autoridades italianas encontraram em uma passagem subterrânea no Quartiere 2, em Florença, duas pichações com mensagens ameaçadoras destinadas à primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, em um caso que provocou forte reação de representantes políticos do país.
As inscrições diziam “Meloni em primeiro lugar na lista” e “Meloni enforcada”, em referências consideradas ameaças explícitas à chefe de governo italiana. O caso foi denunciado por Simone Sollazzo, conselheiro do partido Irmãos da Itália (FdI), por meio das redes sociais.
Em publicação no Facebook, Sollazzo classificou o episódio como “vergonhoso” e afirmou que as mensagens não podem ser tratadas como simples brincadeiras ou manifestações de dissidência política.
“Em uma democracia, você pode criticar um governo, desafiar uma maioria ou atacar politicamente um oponente. O que você não pode fazer é alimentar o ódio e as ameaças”, afirmou ele.
O conselheiro informou ainda que solicitará formalmente às autoridades do bairro e à prefeitura de Florença a remoção imediata das pichações, além de uma manifestação pública de condenação ao ocorrido. “As instituições democráticas merecem sempre respeito, independentemente da filiação política de quem as representa”, declarou.
A prefeita de Florença, Sara Funaro, também condenou as mensagens em uma publicação na rede social X, afirmando que as ameaças de morte contra Meloni são “inaceitáveis”.
“A política pode e deve ser espaço de confronto, mas nunca de ódio ou violência. O respeito pelas pessoas e pelas instituições jamais pode faltar, independentemente da posição política”, escreveu Funaro.
A prefeita informou que a administração municipal já iniciou os procedimentos para remover as pichações e reiterou sua solidariedade a Meloni. “Defender o debate democrático significa condenar sem hesitação todas as formas de intimidação e violência política”, concluiu.




