
As eleições gerais estão previstas para o primeiro semestre de 2013, e o primeiro-ministro Mario Monti, que dirige um governo tecnocrático nomeado sem o voto popular, diz que pretende retomar a vida acadêmica, sem disputar um novo mandato.
Mas muitos empresários, executivos bancários e líderes acadêmicos clamam pela permanência de Monti, e um pequeno partido, a União do Centro, já pediu explicitamente ao primeiro-ministro que se candidate.
A pesquisa mostrou uma forte queda na popularidade do partido Povo da Liberdade (PDL), de Berlusconi, de 25,5% para 19,8% por cento das intenções de voto. O PD, embora tenha perdido 2,5 pontos percentuais no último ano, continua na dianteira, com 27%.
O Movimento Cinco Estrelas, do comediante Beppe Grillo, continua se beneficiando do descontentamento com os partidos tradicionais, com a estagnação econômica e com as medidas de austeridade fiscais.
O grupo tinha 3,5 por cento das intenções de voto há um ano, o que significa que mais do que quadruplicou sua força eleitoral. Em maio, o Cinco Estrelas venceu várias disputas municipais no país.
A Liga Norte, partido ex-aliado de Berlusconi e assolado por escândalos de corrupção, viu sua base de apoio cair de 9,8% para 5,5% em um ano.
A mesma pesquisa também mostrou que a aprovação a Monti caiu de 55,5%o em maio para 51,7%.




