
Em uma entrevista coletiva concedida ao lado da deputada Nancy Pelosi, presidente da Câmara de Representantes dos EUA, Fini lembrou que a Itália só pode acolher detentos neste caso mediante autorização do Judiciário ou por meio de acordos bilaterais.
O político mandou um recado ao primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi. "O governo sabe bem e esta será a resposta do Parlamento" sobre o assunto, enfatizou, lembrando que "não há cidadãos italianos entre os presos de Guantánamo".
O líder da bancada do partido conservador Liga Norte na Comissão de Defesa da Câmara, Giovanni Fava, elogiou a postura de Fini, e disse que sua legenda, que compõe a coalizão governista, "continua esperando uma resposta do governo sobre a questão".
"Respeitamos o presidente da Câmara e desejamos que haja uma formal tomada de posição por parte do Executivo", acrescentou Fava.
Embora o governo ainda não tenha se declarado oficialmente, o chanceler Franco Frattini afirmou, no dia 26 de janeiro, que a Itália "está pronta para colaborar" com Obama para concluir o fechamento da prisão, que funciona em uma base militar norte-americana em Cuba.
Obama ordenou a desativação do centro de detenção em 22 de janeiro, seu segundo dia de seu mandato. O decreto assinado por ele também proíbe a prática de tortura no local.




