A empresa responsável pela gestão do Aeroporto de Catânia, um dos mais movimentados do sul da Itália, anunciou que a suspensão das operações de pousos e decolagens em função de uma erupção no Monte Etna foi prorrogada.
O aeroporto, que recebe mais de 12 milhões de passageiros por ano, está fechado desde o último fim de semana, em plena alta temporada de verão, o que tem alimentado discussões sobre sua localização, aos pés do vulcão ativo de maior altitude na Europa.
O vulcão de 3,4 mil metros de altitude, que domina o panorama de Catânia, na Sicília, está em erupção há vários dias, com colunas de lava, cinzas e fumaça saindo por pelo menos duas crateras.
Entre 8 e 11 de agosto, cerca de 700 voos foram cancelados no aeroporto da cidade ou desviados para outros municípios da ilha.
“O que está acontecendo no Aeroporto de Catânia, com cancelamentos, atrasos e graves transtornos para milhares de moradores e turistas no auge da temporada de verão, reacende um problema que a Sicília já conhece há tempos”, disse o ministro da Defesa Civil da Itália, Nello Musumeci, ex-governador da região.
“Não é o vulcão que está fora de lugar, mas sim o aeroporto”, acrescentou ele, que defendeu no passado a construção de uma alternativa fora do alcance das cinzas do Etna.
A Assoesercenti, associação que reúne pequenas e médias empresas dos setores de comércio, serviços e indústria da Sicília, estima um impacto entre 12,8 milhões e 24 milhões de euros (de R$ 76,5 milhões a R$ 143,4 milhões) para o turismo na ilha em função do fechamento do Aeroporto de Catânia.




