
O tráfego ferroviário no norte da Itália, especificamente na cidade de Bolonha, foi severamente afetado por diversos incidentes simultâneos que as autoridades investigam como possíveis atos de sabotagem ligados aos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo.
Os atrasos na estação de Bolonha chegaram a até 150 minutos para trens regionais e de alta velocidade que deveriam chegar a importantes capitais do norte da Europa, como Turim, Milão, Veneza ou Brescia, conforme confirmado pela operadora ferroviária estatal “Ferrovie dello Stato”.
O primeiro incidente ocorreu com a descoberta de cabos rompidos na rede ferroviária próxima à cidade de Castel Maggiore, em Bolonha.
Mais tarde, um dispositivo explosivo foi encontrado nos trilhos entre Bolonha e Pádua, enquanto um incêndio atingiu um painel elétrico na estação de Pesaro.
As autoridades investigam os episódios como possíveis atos de sabotagem de cunho anarquista, descartando que sejam incidentes isolados. Suspeita-se que o objetivo seja causar transtornos aos Jogos Olímpicos de Inverno, cuja cerimônia de abertura ocorreu na última sexta-feira (6).
Os técnicos receberam autorização da polícia ferroviária para operar e restabelecer a segurança na área danificada.
Após o incidente, o vice-premiê e ministro dos Transportes da Itália, Matteo Salvini, classificou como “graves atos de sabotagem” e disse estar “acompanhando de perto a situação”.
“É um ato de vandalismo. Se ficar comprovado que a interrupção do trem de alta velocidade foi resultado de um ataque premeditado, no primeiro dia das Olimpíadas, digamos apenas que alguém está desejando mal à Itália”, enfatizou ele, em entrevista em Bormio após a prova de downhill nos Jogos Olímpicos.



