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UNIÃO EUROPEIA: Parlamento britânico aprova pedir adiamento do Brexit

Fabio Botto
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O Parlamento do Reino Unido decidiu que o governo britânico deve pedir à União Europeia (UE) um adiamento da data de saída do bloco, marcada para 29 de março. O país vive um impasse entre governo e parlamentares para definir os termos do divórcio.

Ao aprovar, por 412 votos a 202, a moção apresentada pela primeira-ministra Theresa May, os legisladores concordaram que, se o Parlamento finalmente aprovar o acordo de saída negociado pela premiê com a UE até 20 de março, o governo buscará uma extensão do período de negociação até pelo menos 30 de junho.

https://www.provincia.biella.it/

Se o acordo for rejeitado pelo Parlamento – como já aconteceu duas vezes –, o governo provavelmente terá que pedir um adiamento ainda mais longo, o que exigiria que o Reino Unido participe das eleições para o Parlamento Europeu em maio. May rechaça essa opção.

Buscar um adiamento do divórcio significa pedir à UE uma prorrogação do Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que determina um prazo de até dois anos de negociações para a retração de um país-membro do bloco europeu. Ou seja, o Reino Unido terá que deixar a UE em 29 de março, com ou sem acordo, a menos que cancele o Brexit ou garanta uma extensão desse prazo.

O adiamento depende do aval dos demais 27 Estados-membros da UE. Líderes europeus chegaram a afirmar que só permitirão uma prorrogação se o Reino Unido aprovar o acordo de divórcio ou fizer mudanças fundamentais em sua abordagem sobre o Brexit.

O pedido de extensão deve ser analisado na cúpula do Conselho Europeu em Bruxelas em 21 e 22 de março, cuja agenda inclui discutir os últimos desenvolvimentos do Brexit.

Nesta quinta-feira, um porta-voz da Comissão Europeia adiantou que o Reino Unido terá que justificar qualquer pedido de adiamento e que, ao analisá-lo, o Executivo europeu dará “prioridade à necessidade de garantir o funcionamento das instituições da UE”.

A decisão de adiar o Brexit traz à May certo sossego após uma série de reveses em suas negociações. Alçada ao cargo de premiê justamente para tratar do divórcio, a crise enfraqueceu sua autoridade diante de um governo de minoria no Parlamento. A líder do Partido Conservador chegou a ver membros de sua própria legenda votando contra suas moções ou se abstendo de apoiá-la.

Antes da votação final nesta quinta, os parlamentares votaram uma série de emendas. A primeira delas, referente à convocação de um segundo referendo sobre o Brexit, foi rejeitada por 334 votos a 85. O resultado já era previsto, uma vez que os próprios deputados defensores do voto popular se abstiveram alegando que este não é o momento certo para votar sobre o tema.

https://www.provincia.biella.it/

Em outro voto, os legisladores rechaçaram uma tentativa da oposição de tirar a negociação do Brexit das mãos da primeira-ministra e colocá-la a cargo da Câmara dos Comuns, a câmara baixa do Parlamento. A emenda foi rejeitada por uma diferença de apenas dois votos: 314 a 312.

May insiste que o acordo negociado a duras penas com Bruxelas continua sendo “o melhor e único acordo disponível”. A UE também já afirmou que não será possível fazer mais concessões e que a decisão está nas mãos do Reino Unido.

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