Catolicismo Romano

Vontade do povo venezuelano precisa ser respeitada, diz Papa Leão XIV

O Papa Leão XIV alertou que é preciso “respeitar a vontade do povo venezuelano”, em discurso para o corpo diplomático no Vaticano.

A declaração chega na esteira da operação militar dos Estados Unidos que depôs o presidente Nicolás Maduro e o levou à força para um presídio de segurança máxima em Nova York, onde aguarda julgamento por crimes ligados ao narcotráfico ao lado de sua esposa, Cilia Flores.

Diante dos recentes acontecimentos, renovo meu apelo para que se respeite a vontade do povo venezuelano e se comprometa com a proteção dos direitos humanos e civis de cada pessoa e com a construção de um futuro de estabilidade e harmonia”, disse o pontífice americano, que viveu mais de uma década como missionário e bispo no Peru.

Segundo o Papa, é necessário “construir uma sociedade fundada na justiça, na verdade, na liberdade e na fraternidade” para tirar o país da “crise que o aflige há muitos anos”.

No último fim de semana, Leão XIV já havia dito que acompanhava o desdobramento das tensões na Venezuela com “preocupação” e que era preciso proteger a “soberania” do país.

Durante o discurso ao corpo diplomático nesta sexta, Robert Prevost alertou para a crescente “fragilidade do multilateralismo” e disse que “a guerra está voltando à moda”.

“O princípio estabelecido após a Segunda Guerra Mundial que proibia os países de usar a força para violar as fronteiras de outros foi quebrado. A paz não é mais buscada como um bem desejável em si mesmo, mas sim pela força das armas, como condição para afirmar o próprio domínio”, acrescentou.

Além disso, afirmou que é “urgente” um cessar-fogo na Ucrânia e defendeu a “solução de dois Estados” para a disputa entre Israel e Palestina, diante da “grave crise humanitária na Faixa de Gaza” e do “aumento da violência contra a população civil” na Cisjordânia, que “tem o direito de viver em paz na própria terra”.

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