Para frear imigração,Itália dará 50 milhões de euros ao Níger, na África Ocidental PDF Imprimir E-mail
Em mais uma tentativa de frear a imigração ilegal para a Itália, o primeiro-ministro do país, Paolo Gentiloni, anunciou que seu governo irá fazer uma “ajuda financeira” de 50 milhões de euros para reforçar a segurança das fronteiras do Níger, na África Ocidental.   


Segundo Gentiloni, o acordo assinado hoje “tem o objetivo de reforçar a capacidade do Níger de controlar as fronteiras para reduzir os fluxos migratórios que vão do Níger para a Líbia e da Líbia para a União Europeia, através da Itália, é a principal via imigratória da África”.   


Gentiloni anunciou o investimento após uma reunião com o presidente nigerino, Mahamadou Issoufou, em Roma. De acordo com o líder italiano, a rota que a maior parte dos imigrantes ilegais que chegam à Itália registra milhares de mortes “no deserto e no mar”, em uma “situação que o presidente nigerino definiu como insustentável também no plano moral.   


Essa foi a quinta vez que os dois governos se reuniram nos últimos meses, em uma aproximação que contou com a abertura de uma embaixada italiana em Niamey, capital do país africano.   


“A colaboração é antiga, mas nos últimos anos teve uma relevância particular por duas razões: nós damos grande importância ao papel do Níger para a segurança daquela região, no Lago Chade, ameaçada pelos ataques terroristas do Boko Haram e[…] temos um empenho comum perante à luta contra a imigração clandestina com o objetivo de reforçar a cooperação entre Itália e Níger, envolvendo a UE”, disse ainda o premier italiano.   


Esse é o segundo acordo que o governo italiano fecha com um país africano por conta dos deslocados. Há poucos meses, a Itália firmou um memorando com a Líbia que prevê a destinação de recursos financeiros e humanos para treinar a Guarda Costeira do país e fazer com que os imigrantes resgatados no Mediterrâneo voltem para o território líbio.   


No entanto, um tribunal bloqueou o acordo no dia 23 de março a pedido de políticos que não reconhecem o governo de Fayez al Sarraj, já que o país tenta sair de uma guerra civil e política desde 2011.   


Diferentemente daqueles que vão para a Grécia, que vem majoritariamente de Síria, Iraque e Afeganistão, a Itália recebe a maior parte dos imigrantes do norte da África, na perigosa rota do Canal da Sicília, considerada a mais mortal do mundo.   

Até o dia 26 de março, a Itália recebeu 21.939 imigrantes ilegais em 2017, sendo que 590 morreram ou desapareceram na travessia.
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