Ex-primeiro-ministro italiano Matteo Renzi participará de mutirão para "limpar" Roma PDF Imprimir E-mail
Famosa pela sua arte, história e monumentos históricos, Roma também é conhecida, infelizmente, pelos vários problemas que enfrenta com o lixo, que lota ruas do centro e principalmente nas zonas periféricas da cidade.   


A discussão foi retomada com força, com debates entre o Partido Democrático (PD), do ex-premier Matteo Renzi, e do Movimento Cinco Estrelas (M5S), da prefeita da capital, Virginia Raggi.   


A confusão começou quando o presidente do PD, Matteo Orfino, lançou a iniciativa “Magliette Gilalle” que limpará vários pontos de Roma no próximo domingo (13) e que será presenciado por vários políticos importantes do partido, como o ex-primeiro-ministro.

“Domingo estaremos nas ruas e nas praças de Roma para dar uma mão concretamente. Já o fazemos há meses, limpando parques, áreas verdes, tapando buracos junto aos amigos de ‘Tappami’.   


Domingo faremos isso em dezenas de locais da cidade, contemporaneamente”, afirmou Orfino no Facebook. Além disso, o presidente do PD também disse que na “próxima semana, o grupo da prefeitura de Roma apresentará” o projeto da sigla “para a gestão de lixo”, para “dar uma solução estrutural ao problema”.   


A resposta do M5S veio rápida. “É culpa do 5 Estrelas a gestão do lixo de Roma, mesmo se ela foi administrada pelo PD com a Máfia Capital por anos”, ironizou o presidente da legenda, Beppe Grillo, em seu blogue.   


O comentário de Grillo diz respeito ao processo que ficou conhecido como “Mafia Capitale” (“Máfia Capital”), que desbaratou um esquema de associação mafiosa dentro da prefeitura de Roma na época na qual boa parte dos seus funcionários eram do PD. Os acusados do caso estariam envolvidos em crimes que incluem corrupção, extorsão, fraude de licitações públicas, faturamentos falsos, transferência fraudulenta de valores e lavagem de dinheiro. Um dos esquemas que acabou tomando grandes proporções em toda a Itália foi a de um esquema mafioso que fraudava contratos públicos no setor ambiental por meio de extorsão de funcionários da Prefeitura. Além disso, a empresa pública de coleta de lixo AMA tem vários julgamentos nas costas e chegou a ter, no fim de 2014, funcionários do seualto-escalão detidos devido à Máfia Capital. Uma das funcionárias a ser investigada por violações de leis ambientais e gestão não autorizada do lixo foi Paola Muraro, ex-assessora para o Meio Ambiente da prefeita Raggi. Por ser considerada suspeita no tráfico ilegal de lixo da cidade, Muraro foi pressionada a renunciar ao cargo, o que fez em dezembro de 2015. Esse foi apenas um dos escândalos dos quais Raggi foi alvo em relação à escolha dos seus assessores. Sobre os comentários de Orfino e Griilo Raggi disse que criará uma força-tarefa para limpar de vez a sua cidade. “Nós recolhemos o lixo, mas não nos permitem tirá-lo das ruas. Renzi, onde você imagina colocar ele? talvez seja bom transferi-lo para a frente do Palazzo della Regione [sede do governo do Lazio].   

Mais do que isso, intervenha com seus homens e acorde o PD do Lazio do torpor no qual se encontra”, disse a prefeita em seu Facebook.   


“Estamos empenhados em ‘relimpar’ Roma com uma força-tarefa extraordinária e até o fim dessa semana a cidade voltará à normalidade graças à abertura ’24 horas em 24 horas’ dos serviços da AMA e do trabalho dos seus servidores”, concluiu Raggi.

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