
O governo da Itália colocou suas representações diplomáticas em alerta máximo neste sábado (3) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a captura de Nicolás Maduro em uma operação militar de grande escala. A preocupação central de Roma é a segurança da vasta comunidade italiana no país sul-americano, composta por 160.000 cidadãos registrados e cerca de 1,5 milhão de descendentes.
A presença italiana na Venezuela é histórica e remonta ao período pós-Segunda Guerra Mundial. Atualmente, os consulados de Caracas e Maracaibo coordenam o suporte aos residentes. O país abriga instituições fundamentais como a escola Agustín Codazzi e a Câmara de Comércio Cavenit, que representa mais de 800 empresas de matriz italiana.
O Ministério das Relações Exteriores da Itália (Farnesina) monitora o risco de instabilidade interna após a queda do regime. A maioria da comunidade italiana na Venezuela tem origens em regiões como Campânia, Sicília, Abruzzo e Puglia, mantendo laços estreitos com a cidadania europeia.



