
A Itália encerrou o ano de 2025 com uma inflação média de 1,5%, resultado que mostra uma aceleração em relação ao índice de 1% registrado em 2024, segundo relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat).
O avanço do Índice Nacional de Preços para a Coletividade (NIC) foi puxado pelos bens energéticos regulamentados, como tarifas de luz e gás, que tiveram alta de 16,2% em 2025, contra deflação de 0,2% em 2024, e também pelos bens energéticos não regulamentados, como combustíveis, que viram a deflação se atenuar de 11,3% para 3,8% de um ano para outro.
Os alimentos não manufaturados, com crescimento de 3,4% nos preços em 2025 (contra 2,3% de 2024), também contribuíram para esse movimento.
“Em 2025, os setores cujos preços registram aceleração em comparação com 2024 são habitação, água, eletricidade e combustíveis (com inversão da tendência de -5,6% para +1,1%), alimentos e bebidas não alcoólicas (de +2,4% para +2,9%) e educação (de +2,2% para +2,6%)”, diz um comunicado do Istat.
“Por outro lado, apresentam desaceleração os preços de transporte (de +0,7% para -0,2%), hospedagem e restaurantes (de +3,9% para +3,4%), móveis, artigos para o lar e serviços domésticos (de +0,8% para +0,3%) e recreação, entretenimento e cultura (de +1,3% para +0,9%)”, acrescenta o instituto.



