
A Corte de Apelação da Organização Nacional Antidoping da Itália (Nado) acatou um recurso da biatleta Rebecca Passler, que havia sido suspensa provisoriamente após testar positivo para a substância letrozol, e permitiu sua participação nas Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina.
Segundo a Federação Italiana de Esportes de Inverno (Fisi), o tribunal reconheceu a aparente plausibilidade da argumentação de Passler, que alega contaminação “involuntária”.
A biatleta havia testado positivo para letrozol em um exame realizado no fim de janeiro e recebido um gancho provisório em 2 de fevereiro, poucos dias antes do início das Olimpíadas de Inverno.
Esse medicamento é proibido pela Agência Mundial Antidoping (Wada) por estar associado ao uso de esteroides anabolizantes e ao aumento da testosterona, uma vez que é um inibidor da aromatase, enzima que converte esse hormônio andrógeno em estradiol.
“Foram dias muito difíceis, mas sempre acreditei na minha boa fé. Agradeço a todos aqueles que me ajudaram, e agora posso finalmente voltar a me concentrar 100% no biatlo”, declarou Passler, que se juntará à equipe italiana na próxima segunda-feira (16).
Quando ela for reintegrada, faltarão duas provas no programa feminino do biatlo: revezamento 4 x 6 quilômetros, em 18 de fevereiro, e 12,5 quilômetros com largada em massa, no dia 21, mas sua participação dependerá do comando técnico do time azzurro.
Passler tem 24 anos e participa das Olimpíadas de Inverno pela primeira vez. Ela é sobrinha de Johann Passler, dono de duas medalhas olímpicas de bronze no biatlo, modalidade que une esqui cross-country e tiro esportivo.



