Os dois últimos corpos de um grupo de cinco italianos que morreram enquanto praticavam mergulho em uma caverna, a cerca de 60 metros de profundidade nas Maldivas, na semana passada, foram recuperados.
Segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores da Itália, os corpos retirados do local nesta quarta foram os de Giorgia Sommacal, filha da mergulhadora Monica Montefalcone, e da pesquisadora Muriel Oddenino.
As autoridades das Maldivas e uma equipe internacional de mergulhadores experientes já haviam recuperado outros dois corpos — os de Montefalcone e do biólogo marinho Federico Gualtieri — em uma operação complexa realizada no Atol Vaavu.
A quinta vítima, o instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, teve o corpo recuperado ainda na quinta-feira passada (14), dia da tragédia.
Os quatro últimos corpos estavam desaparecidos e só foram localizados após três mergulhadores finlandeses especializados em cavernas — Sami Paakkarinen, Jenni Westerlund e Patrik Grönqvist, da associação Divers Alert Network (DAN) — se juntarem à operação de resgate.
As buscas também foram marcadas pela morte de um mergulhador das Forças de Defesa Nacional das Maldivas, que morreu no sábado (16) em decorrência de complicações relacionadas à descompressão.
A DAN Europe descreveu a operação de recuperação dos corpos como “tecnicamente exigente, emocionalmente intensa e operacionalmente complexa”.
Quatro das vítimas tinham ligação com a Universidade de Gênova: Montefalcone era professora de ecologia; Sommacal, estudante de engenharia biomédica; Oddenino, pesquisadora do Departamento de Ciências da Terra, do Meio Ambiente e da Vida; e Gualtieri havia concluído recentemente um mestrado em biologia marinha e ecologia.
Uma das questões levantadas após o desastre é se todos os integrantes do grupo possuíam as autorizações necessárias para realizar um mergulho naquela profundidade e naquela área, conhecida por ter uma “caverna de tubarões”.
Um porta-voz do governo afirmou que “talvez nem todas as permissões fossem válidas”.
Por sua vez, a Universidade de Gênova declarou que o mergulho não fazia parte de uma missão de pesquisa autorizada pela instituição e que a atividade foi realizada em caráter pessoal. O Ministério Público de Roma abriu uma investigação para apurar o caso.




