Outros seis ativistas da Flotilha Global Sumud, sendo cinco italianos e um americano residente na Itália, desembarcaram no aeroporto de Fiumicino, em Roma, e reforçaram a violência das autoridades israelenses.
Assim como os demais ativistas de diversas nacionalidades libertados nos últimos dias, eles também foram enviados para Istambul, na Turquia, de onde pegaram o voo para a Itália.
Segundo a ativista recém-deportada Simona, natural de Bari, seu grupo teve “sorte”, já que as autoridades israelenses foram mais “dóceis” com eles.
“Quando chegamos [ao local da detenção em Israel], havia pão e água, mas não havia cobertores, e passamos frio a noite toda”, contou.
Para o americano Andrew Francisco, que se mudou recentemente para a Itália, os dias de prisão em Israel “foram muito difíceis”.
“Desde o dia 19 [de maio], temos vivenciado uma escalada de pura violência que não esperávamos”, afirmou o ativista Dario de Palma, da província de Matera, que encontrou sua mãe a sua espera, muito emocionada.
Já a ativista de Bolonha Ilaria Mancosu revelou que estava no grupo “humilhado” pelo ministro da Segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir.
“Cada vez que eles gritavam ‘Palestina Livre’, as agressões começavam. Eles vinham e davam socos, esfregavam nosso rosto contra o chão e nos chutavam, na frente do ministro”, contou Mancosu sobre a cena que foi duramente criticada por governos internacionais, incluindo o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Hoje, o chanceler da França, Jean-Noel Barrot, anunciou no X que Ben-Gvir “está impedido de entrar em território francês”.
“Esta decisão surge na sequência do seu comportamento inaceitável para com os cidadãos franceses e europeus a bordo da Flotilha Global Sumud”, acrescentou Barrot.
Ontem, a alta representante da União Europeia para Política Externa, Kaja Kallas, aceitou o pedido apresentado pelo ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, para iniciar trabalhos sobre possíveis sanções contra Bem-Gvir.




