O presidente da Fifa, Gianni Infantino, se tornou alvo de críticas na Itália por ironizar a ausência da Azzurra naCopa do Mundo pela terceira edição consecutiva.
Em entrevista à CazéTV, o cartola foi questionado se poderia aumentar o número de seleções no torneio de 48 para 64 e aproveitou para cutucar os tetracampeões mundiais, embora também tenha cidadania italiana.
“Vamos ver se a Itália se classifica com 64 seleções, ou talvez eu tenha que colocar 208 para ver se ela se classifica”, brincou o mandatário da Fifa.
A reação no país europeu foi imediata. “Fiquei perplexo com o que li”, declarou o ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, que depois ponderou: “Como a distância entre Itália e México é grande, é melhor falar por telefone para entender”. “Estou interessado em saber direito o pensamento dele”, acrescentou Abodi.
Fontes da Federação Italiana de Futebol (Figc), que está sem comando desde a derrota para a Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia, criticaram uma “declaração infeliz que feriu os sentimentos de toda a comunidade esportiva” do país. “Na vitória e na derrota, o futebol ensina valores”, disse um integrante da Figc em condição de anonimato.
Já o ex-jogador Marco Tardelli, um dos heróis do tri na Copa de 1982, exigiu “respeito” do presidente da Fifa. “Ele não pode se permitir dizer uma coisa do tipo”, salientou.
Mais tarde, Infantino fez um aceno à Itália ao publicar no Instagram uma foto com Gianni Rivera, vice-campeão com a Azzurra na Copa de 1970, porém não se desculpou pelas declarações.
“O torneio de 1970 foi extraordinário, assim como este será em 2026, mesmo sem a Itália, tetracampeã mundial. Mas a Azzurra voltará em breve, e mal posso esperar para vê-la novamente nas eliminatórias do centenário em 2030”, escreveu.




