A brasileira Adilma Pereira Carneiro, conhecida na Itália como a “louva-a-deus de Parabiago”, foi condenada à prisão perpétua pelo Tribunal de Justiça de Busto Arsizio, na região da Lombardia, por ter assassinado o companheiro Fabio Ravasio.
O italiano foi atropelado e morto em 9 de agosto de 2024, em Parabiago, na província de Milão, em um crime que inicialmente parecia ter sido um acidente de trânsito. No entanto, segundo o Ministério Público, a acusada orquestrou o homicídio durante meses por motivos econômicos, com o objetivo de ficar com o patrimônio do namorado, avaliado em cerca de três milhões de euros.
Adilma era a principal ré no processo e agiu ao lado de sete cúmplices: Marcello Trifone (seu marido no papel), Igor Benedito (filho da brasileira) e Massimo Ferretti (ex-amante), além de Fabio Oliva, Mirko Piazza, Fabio Lavezzo e Mohamed Daibi. Todos eles foram condenados pelas autoridades italianas.
O filho da brasileira, que dirigia o veículo que atropelou Ravasio, pegou 23 anos de prisão, enquanto Ferretti, antigo namorado da criminosa, foi condenado a 24 anos de cadeia. Piazza e Oliva receberam 14 anos de prisão, já Daibi pegou 22 anos. Lavezzo e Trifone, por sua vez, receberam a mesma pena de Adilma.
“Estamos satisfeitos com a sentença, acreditamos que ela foi justa. A sentença refletiu o andamento do julgamento e estamos satisfeitos que todos os oito réus tenham sido considerados culpados”, afirmaram os advogados da família de Ravasio.
Após a morte de Ravasio, a Justiça italiana reabriu a investigação sobre o falecimento de um ex-marido da brasileira, Michele Della Malva, em dezembro de 2011. Para o Ministério Público, a morte, inicialmente atribuída a um infarto, pode ter sido provocada por envenenamento a mando da “louva-a-deus”.




