A cidade de La Guaira, na costa norte da Venezuela, vive um cenário apocalíptico após os fortes terremotos que sacudiram o país.
Os profissionais da missão italiana, que atuam na região há mais de 24 horas, trabalham sem pausa entre as ruínas dos enormes prédios colapsados.
Após a chegada no aeroporto militar de Maracay, as equipes foram imediatamente direcionadas às áreas mais atingidas e foram recebidas com aplausos pelos moradores.
De acordo com Ciro Bolognese, líder da equipe de busca e resgate dos bombeiros italianos, os trabalhos já estão em fase operacional, com uso de câmeras de busca e equipamentos para demolição de concreto e corte de barras de aço.
“Trabalhamos sem pausa. Ao nosso lado estão equipes da Alemanha, Equador e Chile. Realizamos primeiro o reconhecimento para identificar prioridades no setor que nos foi atribuído e agora estamos na fase operacional”, explicou Bolognese.
O acampamento base da missão italiana foi montado no estádio de beisebol da cidade, ao lado do centro de coordenação internacional.
O contingente é composto por 97 profissionais, incluindo equipes de resgate, bombeiros, pessoal de saúde e diplomatas. Entre eles estão três médicos da Defesa Civil que atuam diretamente com os socorristas, além de 34 profissionais de saúde direcionados a hospitais e outros locais designados.
Três funcionários da Unidade de Crise do Ministério das Relações Exteriores estão prestando apoio a cidadãos italianos na região. “A demanda tem crescido a cada hora. As ligações se multiplicaram”, disse a conselheira da Farnesina Maria Teresa Del Re, responsável pelo atendimento aos compatriotas na Venezuela.
O governo da Itália já destinou 5 milhões de euros (R$ 30 milhões) em ajudas emergenciais, conforme anunciado pelo chanceler Antonio Tajani. Desse total, 3 milhões serão enviados a organizações da sociedade civil ativas no país, 1 milhão, para a Cruz Vermelha e Crescente Vermelho, e 1 milhão, para o Programa Mundial de Alimentos da ONU.




