O responsável pela escala de arbitragem da primeira e da segunda divisões do futebol italiano, Gianluca Rocchi, se tornou alvo de uma investigação do Ministério Público de Milão por suspeita de envolvimento em fraude esportiva.
A notícia foi confirmada à ANSA por fontes próximas ao ex-árbitro, que apitou até 2020 e é o responsável por designar os juízes e bandeirinhas das partidas das Séries A e B desde 2021.
O inquérito nasceu após uma denúncia apresentada em meados do ano passado pelo ex-assistente Domenico Rocca, que acusa Rocchi de ter condicionado decisões em campo por meio de pressões sobre o árbitro de vídeo (VAR).
Entre as partidas na mira do MP estão uma vitória da Internazionale de Milão sobre o Hellas Verona por 2 a 1, em 6 de janeiro de 2024, e um triunfo da Udinese sobre o Parma por 1 a 0, em 1º de março de 2025.
No primeiro caso, a controvérsia gira em torno de uma cotovelada do interista Alessandro Bastoni no adversário Ondrej Duda, contato tido como não faltoso após um diálogo acirrado entre o VAR e o árbitro de campo, terminando com a confirmação do gol decisivo de Davide Frattesi.
O lance não foi revisado no vídeo.
No segundo, de acordo com a acusação, a sala do VAR teria sido pressionada por Rocchi para chamar o árbitro a revisar um possível pênalti por toque de braço dentro da área, que não havia sido marcado em campo, mas foi confirmado após a intervenção e deu a vitória à Udinese.
Em declaração enviada à agência Ansa, Rocchi disse estar seguro de que sempre agiu “corretamente” e que tem “plena confiança na magistratura”. Já o advogado do ex-árbitro, Antonio D’Avirro, assegurou que o investigado é uma “pessoa séria e correta”.



