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Combate ao antissemitismo na União Europeia deve ser rigoroso, diz Mattarella

A Itália voltou a condenar as ações do regime fascista no país durante a Segunda Guerra Mundial, data que recorda as vítimas do genocídio no período.

Se para a primeira-ministra Giorgia Meloni a discriminação contra judeus é uma “praga” que precisa ser combatida, para o presidente Sergio Mattarella, é necessária uma “ação rigorosa” da União Europeia sobre o tema.

A “recorrência e disseminação” de “manifestações de racismo e antissemitismo” são “um indicativo de grande perigo, exigindo uma ação rigorosa por parte das autoridades em toda a UE”, afirmou Mattarella.

Já Meloni lamentou o fato de o antissemitismo ainda se fazer presente na sociedade contemporânea, tal como uma “doença que voltou a se espalhar, em novas e virulentas formas”, mesmo após “tantos anos” do fim da Segunda Guerra.

“Hoje reafirmamos nosso compromisso com a prevenção e o combate a todos os aspectos dessa praga, que envenena nossas sociedades e visa minar os princípios da liberdade e do respeito que são o alicerce da coesão social”, reforçou a premiê, condenando, “mais uma vez, a cumplicidade do regime fascista nas perseguições, prisões em massa e deportações” de judeus.

Tanto Mattarella quanto Meloni participaram de uma cerimônia no Palácio do Quirinale nesta terça em ocasião do Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, quando recordaram “os nomes e sobrenomes das vítimas” e “renovaram a memória do ocorrido também através dos preciosos testemunhos dos sobreviventes e seus descendentes”.

Entre os sobreviventes do período fascista está a senadora vitalícia italiana Liliana Segre, hoje com 95 anos de idade.

“Cara senadora [Segre], nesta ocasião solene, expresso, em nome da República, nossa solidariedade, estima e afeto diante dos ataques repletos de vulgaridade e imbecilidade, como sempre são as manifestações de racismo e antissemitismo, que, aliás, são classificadas por lei como crimes”, disse Mattarella. 

O Dia Internacional da Lembrança do Holocausto relembra a libertação de Auschwitz-Birkenau, maior campo de extermínio nazista, pelo Exército Vermelho da União Soviética em 27 de janeiro de 1945.

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