
O bar Le Constellation, palco do incêndio que matou 40 pessoas e deixou 116 feridos em Crans-Montana, naSuiça, não era inspecionado desde 2020.
A informação foi divulgada em uma coletiva de imprensa concedida pelo prefeito Nicolas Féraud, que disse que carregará esse “fardo” pelo “resto da vida”.
“Os controles periódicos não foram realizados entre 2020 e 2025. A prefeitura teve conhecimento desse estado das coisas consultando os documentos entregues ao Ministério Público”, declarou Féraud, acrescentando que o governo municipal “lamenta profundamente” a falha na inspeção.
Vídeos gravados por clientes do Le Constellation na madrugada de 1º de janeiro indicam que o incêndio pode ter sido provocado pelo contato de velas pirotécnicas com a espuma antirruído que cobria o teto do bar.
A suspeita é de que esse revestimento tenha sido instalado sem autorização, porém o prefeito de Crans-Montana disse que as regras de inspeção municipal não preveem o “controle de qualidade” dos materiais.
Féraud declarou que não pensa em renunciar ao cargo, mas admitiu que a tragédia de 1º de janeiro é algo “insuperável”. “Carregarei esse fardo e a tristeza de todas essas famílias pelo resto da minha vida”, afirmou.
Enquanto as investigações prosseguem, a prefeitura de Crans-Montana anunciou a proibição de dispositivos pirotécnicos de qualquer tipo em locais fechados e a contratação de uma equipe externa especializada para inspecionar todos os estabelecimentos do município de 10 mil habitantes, um concorrido destino de inverno nos Alpes suíços.
Paralelamente, o governo do cantão de Valais, onde fica Crans-Montana, prometeu ajuda financeira e psicológica às famílias vitimadas pelo incêndio, porém os valores ainda não foram definidos.



