A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, se reuniram com autoridades das forças de ordem em Chiomonte, Piemonte, no Vale de Susa, palco de um violento confronto entre manifestantes do movimento No TAV e agentes.
Meloni e Piantedosi visitaram as obras para a construção de uma linha ferroviária de alta velocidade (TAV) entre Turim, no norte italiano, e Lyon, no centro-leste da França, alvo de ataques dos integrantes do grupo, que entraram em choque com os policiais.
Em um vídeo gravado no canteiro de obras da ferrovia, a premiê destacou que mais de “120 agentes das forças de segurança ficaram feridos nos confrontos”.
“A cena visível logo atrás de mim não é uma zona de guerra: é o local de um suposto protesto. Mas isso não é dissidência; trata-se de violência organizada e premeditada, e deve ser tratada como tal”, declarou Meloni.
A líder italiana prometeu ainda fazer “todo o possível para levar esses indivíduos à justiça”, reforçando que pediu ao “Judiciário e a todos os investigadores a se empenharem ao máximo, pois um Estado normal não pode tolerar algo assim”.
A Telt, empresa responsável pela construção da ferrovia entre Turim e Lyon, informou que foram causados danos de cerca de 1 milhão de euros (R$ 5,8 milhões) apenas no canteiro de obras em Chiomonte, enquanto 126 policiais ficaram feridos.
Até o momento, mais de mil pessoas – algumas provenientes da França, Alemanha e Bélgica – foram identificadas pelas autoridades como suspeitas no envolvimento no protesto violento.
Os investigadores identificaram 436 participantes, enquanto hoje, mais de 800 foram reconhecidos.
A polícia apreendeu coquetéis Molotov, máscaras de gás, bombas caseiras e capacetes em posse de manifestantes encapuzados. Quatro participantes estrangeiros foram detidos.




