O governo italiano anunciou que os terremotos que atingiram a Venezuela no último dia 24 de junho deixaram três cidadãos ítalo-venezuelanos mortos, cinco feridos e outros 35 desaparecidos.
A informação foi divulgada pelo vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, durante uma coletiva de imprensa em Dubrovnik, na Croácia, onde participa de uma missão oficial.
afirmou que o governo acompanha a situação e destacou a presença de uma grande comunidade italiana no país sul-americano.
“Há cerca de 150 mil pessoas com cidadania italiana registradas como residentes na Venezuela. Portanto, não sabemos exatamente o que será encontrado sob os escombros”, declarou.
Paralelamente, a embaixadora da Venezuela na Itália, Maria Elena Uzzo, agradeceu o apoio recebido do governo e da população italiana após a tragédia.
Em entrevista à RaiNews 24, a diplomata ressaltou os laços históricos entre os dois países. “O vínculo entre nós é forte; muitos venezuelanos, inclusive eu, têm raízes italianas”, afirmou.
Segundo Uzzo, equipes da Defesa Civil estão sendo enviadas para auxiliar nas operações de resgate. Ela destacou a necessidade de trabalhadores especializados em escavação de escombros e equipes médicas para ampliar os esforços de salvamento.
“A ajuda está chegando de muitos países; neste momento, precisamos que a Venezuela esteja aberta ao mundo”, enfatizou a embaixadora.
Os terremotos devastadores que atingiram a Venezuela já deixaram pelo menos 589 mortos, segundo o mais recente balanço divulgado pela presidente interina Delcy Rodríguez.
Essa cifra é mais que o dobro do balanço anterior, que listava 235 vítimas nos abalos sísmicos, e ainda está destinada a aumentar, já que milhares de indivíduos estão desaparecidos.




