O Presidente da Itália, Sergio Mattarella, assinou três decretos de indulto individual.
Um dos beneficiados foi um joalheiro condenado a 12 anos e quatro meses de prisão por ter matado dois assaltantes após um roubo em seu estabelecimento comercial, em 2008.
O primeiro decreto de perdão foi concedido a um homem identificado apenas pelas iniciais “A.A.”, condenado a sete anos de prisão por delitos relacionados ao tráfico de drogas e outros crimes.
Ao tomar a decisão, o chefe de Estado levou em consideração os pareceres favoráveis das autoridades judiciárias e o estado de saúde extremamente grave e irreversível do homem.
Os outros dois beneficiados pela medida foram o joalheiro Guido Gianni e o cidadão identificado como “G.B.”, condenado a 10 anos de reclusão por crimes de entorpecentes cometidos entre 2002 e 2009.
Ao conceder o indulto parcial a este último, Mattarella acolheu a avaliação favorável do juiz de execução penal, que destacou a regeneração do apenado e o delicado estado de saúde de sua filha menor de idade.
O caso do joalheiro guarda semelhanças com o de Mario Roggero, condenado a 14 anos e nove meses de prisão pela morte de dois assaltantes e por ferir um terceiro em sua joalheria, em 2021.
Em 2008, três homens armados com pistolas de brinquedo invadiram a loja de Gianni, na Sicília, e renderam sua esposa. O empresário sacou um revólver registrado e efetuou disparos de advertência para o alto. Após um tumulto inicial, o trio tentou fugir, mas Gianni voltou a atirar, atingindo os assaltantes pelas costas. Davide Laudani e Sebastiano Catania morreram na ação, e o terceiro cúmplice ficou ferido.
Na época, a Justiça da Itália rejeitou a tese de legítima defesa do empresário; atualmente, o comerciante cumpria pena em prisão domiciliar devido a problemas de saúde.
O vice-premiê e ministro dos Transportes da Itália, Matteo Salvini, comemorou a decisão presidencial.
“Ao longo dos anos, acompanhei de perto o caso de Guido Gianni, cheguei a visitá-lo na prisão e apoiei sua luta. Hoje, fico feliz por ele e sua família. O que disse no passado continuo mantendo: quem é atacado em seu estabelecimento, vê a esposa ameaçada e reage para se defender e proteger seus entes queridos não pode ser tratado como criminoso”, afirmou.




