
O governo da Itália confirmou que vai constituir o país como “parte civil” no processo na Suiça sobre o incêndio que matou 40 pessoas e feriu 116 em um bar de Crans-Montana, nos Alpes, e pediu que o poder Executivo da União Europeia adote a mesma medida.
Segundo Alfredo Mantovano, subsecretário da presidência do Conselho dos Ministros (uma espécie de ministro da Casa Civil), a “Advocacia do Estado está se ativando” em vista dessa perspectiva.
O anúncio foi feito após um encontro de representantes do governo de Giorgia Meloni com as famílias dos seis adolescentes italianos mortos na tragédia de 1º de janeiro.
“A Itália pede que a Comissão Europeia participe do processo na Suíça como parte civil. Há inúmeros precedentes”, acrescentou Mantovano, destacando que Roma também vai tentar uma “espécie de coordenação” com os outros países que perderam cidadãos no incêndio em Crans-Montana.
As “partes civis” em um processo penal são as pessoas, entes ou instituições que se consideram lesados por determinado crime e buscam algum tipo de reparação pelo dano sofrido.
Até o momento, o Ministério Público de Sion, na Suíça, investiga duas pessoas pela tragédia: Jacques e Jessica Moretti, proprietários do bar Le Constellation, palco do incidente — o primeiro está preso há uma semana por risco de fuga, enquanto a segunda foi proibida de deixar o país.
Eles são suspeitos de ter negligenciado normas de segurança contra incêndios, como na escolha do material da espuma antirruído que forrava o teto, por onde as chamas se alastraram rapidamente após fagulhas lançadas por velas pirotécnicas, e na ausência de saídas de emergência adequadas.
O caso também é alvo de um inquérito paralelo do Ministério Público de Roma.



