
"Vamos propor que, para as decisões da Assembléia Geral da ONU, seja exigida uma maioria mais ampla, para garantir maior democracia", afirmou Frattini.
O chanceler afirmou que a Itália vai apresentar a sua proposta em fevereiro durante uma reunião em Roma na qual estarão presentes 50 chanceleres do mundo todo.
Em uma entrevista publicada pela revista católica Famiglia Cristiana, o ministro disse também que a Itália vai pedir a ampliação do Conselho de Segurança da ONU, sob critérios de "representatividade regional".
"Vamos enfocar o problema da eficácia das intervenções, começando por identificar critérios objetivos que legitimem a ingerência humanitária, pois agora se decide caso por caso, segundo critérios diferentes", ressaltou.
Atualmente, existem apenas cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, que têm direito a veto: Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia e China.
Além deles, participam do Conselho outros dez países com mandatos temporários, dos quais cinco são renovados a cada ano.
O Brasil é um grande entusiasta da ampliação do Conselho, pois tem a pretensão de se tornar um membro permanente da instituição. A ideia, porém, é rejeitada tanto por países da União Europeia como por vizinhos sul-americanos, como a Argentina.




