
Ainda não se sabe se o tremor gritou 'Allah Akbar' antes de começar", escreveu o periódico ao citar a tradicional frase dita por terroristas antes e realizarem ataques.
O prefeito de Amatrice, Sergio Pirozzi, repudiou a imagem e pediu que os mortos sejam respeitados. A cidade registrou 232 das 293 vítimas fatais da tragédia e foi a mais danificada em suas estruturas.
"Mas que ca** fazer uma charge sobre os mortos. Tenho certeza que essa sátira desagradável e embaraçante não corresponde ao verdadeiro sentimento dos franceses. Tudo bem ser irônico, mas sobre a desgraça e a morte não se faz piada", desabafou Pirozzi.
Apesar de rivais na política, representantes de todos os grandes partidos políticos da Itália criticaram o uso dos mortos da tragédia pelo "Charlie Hebdo".
O deputado Michele Anzaldi, da sigla governista Partido Democrático (PD), afirmou que a charge "é vergonhosa e indigna".
"Como o mundo inteiro não esperou um segundo sequer para exprimir proximidade, assim esperamos que a França, a partir de suas instituições, tome distância de uma sátira que renova a dor em tantas famílias", adicionou.
A líder do partido Fratelli D'Italia, Giorgia Meloni, escreveu em seu Facebook que a sátira "não prova risos, não é inteligente, sequer pode ser considerada um 'humor negro'. É apenas feia e feita por algum cretino".
Barbara Saltamartini, a vice-líder do partido Liga Norte, o mais à direita da política italiana, afirmou que o desenho "foi ignorante e ofensivo aos nossos mortos do terremoto. Isso não é sátira, mas é um lixo".
Já a deputada do Força Itália – do ex-premier Silvio Berlusconi -, Elvira Savino, chamou a charge de "triste e vulgar". (Ansa)




