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Notícias

Ladrões invadem museu na Itália e levam 4 obras-primas de Antonello da Messina

Fabio Botto
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O Museu Regional Interdisciplinar de Messina (MuMe), localizado na Sicília, sul da Itália, foi alvo de um furto, quando ladrões conseguiram burlar os avançados sistemas de segurança e levaram obras-primas do pintor Antonello da Messina (1430-1479), um dos maiores nomes locais do Renascimento italiano.

Os criminosos agiram com precisão, subtraindo três dos cinco painéis que compõem o renomado “Políptico de São Gregorio”, bem como o painel de dupla face “Pietá”, o qual foi extraído e removido diretamente de dentro de uma vitrine reforçada.

https://www.provincia.biella.it/

Forças policiais e especialistas em perícia chegaram ao local logo pouco tempo após o crime, iniciando uma investigação técnica para reconstituir os detalhes da invasão e reunir provas para identificar os responsáveis.

O Ministério Público abriu um inquérito para acompanhar o caso.

Entre as hipóteses levantadas pelos investigadores, está a possibilidade de venda dos trabalhos subtraídos ao mercado negro de obras de arte.

“Estamos devastados com o ocorrido. São duas das obras mais importantes e renomadas de Antonello da Messina”, afirmou a diretora do MuMe, Marisa Mercurio.

“É uma perda enorme para o museu, para a cidade, para a comunidade e para o mundo da arte”, acrescentou.

Já o ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, expressou sua proximidade à cidade de Messina através do prefeito local, Federico Basile.

“O Ministério da Cultura manifesta sua total disponibilidade para colaborar com as autoridades regionais, responsáveis pela gestão dos museus da ilha [siciliana], nos termos do regime de autonomia especial vigente”, destacou Giuli.

https://www.provincia.biella.it/

“O Políptico de São Gregorio” foi encomendado a Antonella da Messina por Fabria Cirino, abadessa do mosteiro de Santa Maria Extra Moenia. Originalmente, a obra consistia em seis painéis: a parte central retratava a Virgem Maria no trono com o Menino Jesus e anjos com uma coroa; os painéis laterais apresentavam São Gregório e São Bento; já o registro superior continha o Anjo da Anunciação e a Virgem da Anunciação. O painel central do nível superior, que provavelmente retrata Cristo morto sustentado por anjos, foi perdido.

No caso do painel de dupla face furtado, a obra traz na parte frontal a Virgem Maria com o Menino concedendo uma bênção, além de um frade franciscano em adoração.

No verso, há a “Pietá” (Cristo como o Homem das Dores). A obra foi atribuída a Antonello da Messina em 2003 e vendida, naquele mesmo ano, pela casa de leilões Christie’s para a região da Sicília; anteriormente, ela havia integrado a coleção do alemão Wilhelm Soldan, com quem estava desde 1930.

O MuMe, inaugurado em seu amplo e novo complexo em junho de 2017, leva o nome de Maria Accascina, uma das figuras mais importantes da história da arte siciliana e diretora do Instituto de 1949 a 1963.

A instituição é mundialmente conhecida por abrigar obras-primas de Antonello da Messina e de Caravaggio (1571-1610), ao mesmo tempo em que narra a história e a cultura artística da cidade de Messina, desde o seu povoamento pré-histórico, há 4 mil anos, até o século 19. 

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