O Papa Leão XIV prestou tributo a seu antecessor, Francisco, cuja morte completou um ano.
Em publicação no X, o primeiro pontífice norte-americano na história disse que as “palavras e gestos” do primeiro papa sul-americano “permanecem impressos em nossos corações”.
“Conservemos seu legado, proclamando sempre a alegria do Evangelho, anunciando a misericórdia de Deus e promovendo a fraternidade entre todos os homens e mulheres”, escreveu Leão XIV, que está em viagem à África.
Robert Prevost também homenageou Jorge Bergoglio durante o voo entre Luanda, em Angola, e Malabo, capital da Guiné Equatorial, última etapa do tour africano do pontífice.
“O papa Francisco deu muito à Igreja com sua vida, seu testemunho, suas palavras e suas ações Ele viveu verdadeiramente a proximidade com os mais pobres, os mais humildes, os doentes, as crianças e os idosos”, afirmou Leão XIV a jornalistas no avião papal.
Prevost também citou o empenho de seu antecessor pela “fraternidade universal, tentando promover um autêntico respeito por todos os homens e mulheres”. “Rezamos para que ele já esteja desfrutando da misericórdia do Senhor e agradecemos ao Senhor pelo grande dom da vida de Francisco para toda a Igreja e para o mundo inteiro”, salientou.
A premiê da Itália, Giorgia Meloni, que é católica, também homenageou Francisco, cujo magistério “sempre enfatizou o valor da paz, a atenção aos mais vulneráveis e a responsabilidade com os outros”.
“Ele foi capaz de falar ao mundo com palavras simples, alcançando crentes e não crentes e também abordando questões que afetam o dia a dia, e continua sendo uma figura que influenciou profundamente o nosso tempo e cuja mensagem permanece atual”, escreveu Meloni no X.
Já o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, disse que o pontificado de Bergoglio ficou marcado pelo “diálogo, pela solidariedade e pela atenção com os últimos”. “Ele foi um exemplo de fé vivida com humanidade e coragem”, acrescentou.
Conhecido como “papa dos pobres”, Francisco comandou a Igreja Católica por mais de 12 anos, em uma gestão marcada pela defesa dos marginalizados e do meio ambiente e pelo combate às desigualdades e às guerras.
O argentino faleceu em 21 de abril de 2025, um dia após a Páscoa, aos 88 anos, vítima de uma parada cardiocirculatória em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC).



