
Em entrevista publicada pelo jornal italiano "La Repubblica", Berlusconi reconhece o "papel importante" do Brasil para conseguir solucionar a crise financeira internacional e anunciou que visitará Lula em fevereiro.
Os dois líderes tiveram a oportunidade de se encontrarem em Roma ontem em uma reunião na qual Lula e Berlusconi conversaram sobre as posições que levarão à cúpula do G20 deste sábado em Washington e sobre outros temas de política internacional, como a futura relação entre Rússia e Estados Unidos após a chegada de Barack Obama à Casa Branca.
Lula "está de acordo comigo em considerar decisivo solucionar a crise dos mísseis. É inclusive mais importante do que a crise das bolsas", declara o primeiro-ministro italiano.
"Caso continuem apontando as armas um para o outro, então está aberto o caminho para a Guerra Fria. Uma coisa absurda. Por isto, estou me empenhando em um esforço de mediação, e Obama é o primeiro a saber que ninguém como eu pode ajudá-lo", declarou.
Berlusconi criticou a esquerda italiana por ter chamado de racista seu comentário sobre o tom de pele "bronzeado" de Obama, após as eleições presidenciais nos EUA e durante sua visita oficial a Moscou.
"Ninguém fez caso na América e ele mesmo deu uma gargalhada. Eu disse apenas que é inteligente, bonito e bronzeado. Não disse que é alto porque estava com (o primeiro-ministro russo, Vladimir) Putin e (o presidente da Rússia, Dmitri) Medvedev, que são como eu", afirma Berlusconi.
"Além disso, todos os verões tentamos ficar morenos sob o sol e ficamos debaixo de lâmpadas durante o inverno", acrescenta.
O primeiro-ministro italiano acredita que Obama é uma pessoa "válida" e que se sairá bem na Presidência dos EUA, mas, segundo ele, "chegou em um período difícil".
Sobre a presença de jogadores brasileiros do Milan na recepção a Lula ontem, Berlusconi disse que o presidente brasileiro gostou de se encontrar com eles.
"Lula me disse que, no futuro, Kaká também poderia estar interessado em entrar para a política", contou Berlusconi. EFE




