
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que sanções financeiras deveriam ser aplicadas contra a Rússia.
Na visão do chanceler, que está em Copenhague, na Dinamarca, a medida poderia forçar Vladimir Putin, presidente russo, a perder os meios econômicos “para pagar os altíssimos salários” de seus militares, que seriam três vezes maior em comparação com o de um trabalhador.
Já sobre a possibilidade de confiscar os ativos congelados do Banco Central, mesmo que Moscou se recuse a pagar indenizações, Tajani adotou maior cautela, mesmo posicionamento de Kaja Kallas, alta representante de Política Externa da União Europeia.
“Ficou claro que a esmagadora maioria dos países não é a favor do uso de ativos russos apreendidos, porque não há base legal, como declarou o Banco Central Europeu, para seu uso. É uma escolha politicamente sensata, mas corre o risco de sair pela culatra para nós, porque, se não houver base legal e uma decisão for tomada contra a lei, seria um presente para Putin”, avaliou o ministro, à margem de uma cúpula informal em solo dinamarquês.
Tajani voltou a expressar “total apoio” à Ucrânia no conflito no leste europeu, além de destacar a necessidade de pressionar o mandatário russo a se sentar à mesa de negociações com Volodymyr Zelensky, chefe de Estado ucraniano.
“Também reiteramos a necessidade de impor novas sanções para pressionar Putin. Um novo pacote está sendo considerado e acredito que uma intervenção financeira é necessária”, acrescentou.
Em uma mensagem no Telegram, Zelensky pediu “ações concretas” de seus aliados contra os russos, pois o país vem demonstrando repetidamente que “não se importa com palavras”.
“Está claro que Moscou usou o tempo concedido para se preparar para a reunião de líderes para preparar novos ataques massivos. Esta guerra continua e não terminará com declarações políticas, medidas reais são necessárias”, declarou o mandatário ucraniano.
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Russas, Valery Gerasimov, citado pela agência Tass, revelou que, desde março, o exército de Moscou conquistou mais de 3,5 mil quilômetros quadrados de território na Ucrânia.