Pelo menos 17 pessoas, das quais 14 são menores de idade, foram alvos de uma operação das autoridades italianas sob a acusação de propaganda e incitação à prática de crimes motivados por discriminação racial e religiosa, com agravantes relacionados ao terrorismo.
Alguns dos indivíduos, ainda não identificados e pertencentes a grupos supremacistas no Telegram, propuseram atacar uma mesquita, uma sinagoga e até mesmo uma escola.
Um dos suspeitos, integrante da rede “Frente Fascista Italiana”, tentou “recrutar outros usuários do Telegram para o grupo, exigindo que preenchessem um formulário de admissão”.
“Vamos cortar a garganta de pessoas mestiças que não são puras, para o bem da humanidade”, diz um comentário em uma publicação.
Além da promoção de grupos extremistas, como “The Base”, e da incitação homofóbica e contra minorias religiosas e raciais, os acusados também compartilhavam no Telegram manuais de treinamento com técnicas para a fabricação de explosivos, uso de armas e realização de atentados.
As buscas foram realizadas nesta sexta-feira (25) em toda a Itália, incluindo cidades como Roma, Bolonha, Milão, Gênova, Palermo, Catanzaro, Trento, Reggio Emilia e Údine, pelos carabineiros do Reagrupamento Operativo Especial (ROS) e por agentes da Divisão de Investigações Gerais e Operações Especiais (Digos).
Durante as operações, as autoridades apreenderam armas brancas, faixas e itens com simbologia nazista, além de diversos dispositivos eletrônicos.




