
O Papa Leão XIV fechou a Porta Santa da Basílica de São Pedro, no Vaticano, e encerrou oficialmente o Jubileu católico de 2025, evento que levou mais de 33 milhões de peregrinos a Roma e que ficou marcado pela morte de Francisco, em abril passado.
Dedicado à esperança, o Ano Santo havia sido inaugurado por Jorge Bergoglio na véspera de Natal de 2024 e foi concluído exatamente às 9h41 deste dia 06 de janeiro, quando Robert Prevost pronunciou a oração de agradecimento prevista pelo ritual.
“Fecha-se essa porta santa, mas não se fecha a porta de sua clemência”, disse Leão XIV, que depois se ajoelhou, fez uma reza silenciosa e fechou os dois grandes batentes de bronze da Porta Santa da Basílica de São Pedro.
Segundo o Vaticano, quase 33,5 milhões de peregrinos católicos passaram por Roma durante o Jubileu, evento organizado pela Igreja a cada 25 anos e que representa um período de indulgência e perdão para os fiéis.
“O Jubileu veio para nos lembrar que é possível recomeçar, ou melhor, que estamos ainda no início. Sim, Deus põe em questão a ordem existente; está determinado a resgatar-nos de antigas e novas escravidões; envolve jovens e idosos, pobres e ricos, homens e mulheres, santos e pecadores nas suas obras de misericórdia, nas maravilhas da sua justiça”, disse o Papa na homilia da Missa da Epifania do Senhor, realizada após o encerramento do Ano Santo e que celebra a manifestação de Jesus Cristo como encarnação divina.
O pontífice americano também aproveitou a ocasião para renovar o apelo pela paz e contra o sistema econômico global, ao citar os “numerosos conflitos com os quais os homens podem resistir e até mesmo atingir o novo que Deus reserva para todos”.
“Amar a paz e procurá-la significa proteger o que é santo e, por isso mesmo, nascente: pequeno, delicado, frágil como uma criança. À nossa volta, uma economia distorcida tenta tirar proveito de tudo. O mercado transforma em negócios até mesmo a sede humana de procurar, viajar e recomeçar”, declarou Prevost.
Além disso, o Papa pediu que os fiéis resistam às “seduções dos poderosos” e aos “delírios de onipotência”, com o objetivo de servir a uma “magnífica humanidade”.



