O Papa Leão XIV encerrou a primeira visita oficial de um pontífice à Argélia, país majoritariamente muçulmano, e embarcou em direção a Camarões, nação da África Subsaariana marcada por um longo conflito separatista.
Em meio ao embate com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Leão XIV espera disseminar uma mensagem de paz entre os camaroneses, governados desde 1982 pelo presidente Paul Biya.
tem cerca de 30 milhões de habitantes, dos quais pouco mais de um terço são católicos, e conta com uma ampla rede de hospitais, escolas e organizações de caridade controladas pela Igreja.
Após a chegada na capital Yaoundé, o Papa fará uma visita de cortesia a Biya, 93 anos, e será recebido em um encontro com autoridades, representantes da sociedade civil e o corpo diplomático, o que é de praxe em missões pontifícias no exterior.
Em seguida, Robert Prevost visitará o orfanato Ngul Zamba, último compromisso público do dia, e terá uma reunião privada com os bispos de Camarões na sede da conferência episcopal do país.
Membros do clero já expressaram receio de que a presença de Leão XIV ajude Biya a melhorar sua imagem, seis meses após a violenta repressão aos protestos contra sua contestada reeleição para um oitavo mandato.
Sob forte esquema de segurança, o Papa deve visitar a cidade de Bamenda, situada em uma zona de conflito onde separatistas anglófonos combatem as Forças Armadas de Camarões, país de maioria francófona.
O primeiro tour de Prevost pela África ainda incluirá passagens por Angola e Guiné Equatorial.



