
Os perfis revelam que as mensagens foram escritas tanto por laicos como por católicos, gente de esquerda e gente que não é.
A iniciativa, que começou após uma advertência contra a evasão fiscal do cardeal Angelo Bagnasco, foi de Alessandro, um profissional independente da informática oriundo de Parma, junto com um grupo de amigos de toda a Itália, que compartilha sua profissão e habilidade na rede.
"Pago muitos impostos e batalho para pagá-los no prazo. Não sou anticlerical: fui batizado, fiz a comunhão e fui crismado. Não frequento a Igreja aos domingos porque me parece anacrônico e acho que não é isso que nos torna bons cristãos", comentou.
"Não tenho preconceitos contra a Igreja, acrescentou. Só afirmo que na Itália existem muitos privilégios, quase sempre herdados da Concordata (acordo entre a Itália e o Vaticano, ndr), que colidem com a atual crise econômica e que deveriam ser revistos".
Na mira está a isenção do ICI sobre um patrimônio imobiliário que alguns estimam em 115 mil edifícios, em sua maioria de grande valor.
O jornal católico Avvennire respondeu e, por exemplo, disse que "um dos erros mais grosseiros é confundir o Vaticano – que é um Estado estrangeiro, com a CEI (Conferência Episcopal Italiana), que reúne os bispos italianos". Entre outros comentários, alguns também defendem que tirar dinheiro do Vaticano seria como tirar dinheiro dos pobres.




