
Trata-se de um fenômeno que não pode ser combatido só dentro das nossas fronteiras porque, principalmente no contexto atual de globalização econômica, assumiu uma dimensão transnacional que exige soluções mais amplas e compartilhadas com a comunidade internacional, acrescentou nota da GDF.
Os números impressionam. Desde 2003, a polícia tributária retirou do mercado quase 760 milhões de produtos falsificados de todo tipo, fora das especificações europeias ou mesmo perigosos, com uma média de confiscos que nos últimos anos se estabilizou acima das 100 milhões de peças por ano.
Só nos últimos dois anos a GDF concluiu mais de 32 mil operações contra a falsificação. Trata-se de 1.300 operações por mês e de 44 para cada um dos 365 dias do ano. O Ministério do Desenvolvimento Econômico calculou em € 2 bilhões o valor das mercadorias apreendidas entre 2008 e 2009, o que significa que cada operação policial retirou da indústria criminosa da falsificação € 70 mil.
O ataque a esta indústria ilegal não para no último elo da cadeia, que é o das vendas. Em 2010, por exemplo, foram fechados 308 laboratórios clandestinos e 1.349 locais de armazenamento – entre armazéns, galpões e lojas – de produtos falsificados.
Nos primeiros sete meses do ano o número de produtos falsificados apreendidos foi superior a 68 milhões de unidades, com a denúncia de quase 6.500 pessoas, 197 das quais foram presas.
Os setores mais atingidos são os da moda e dos bens de consumo mas, talvez por conta da atual crise econômica, apontam os agentes, o flagelo da falsificação não poupa nenhum tipo de mercadoria: não são só roupas e sapatos da faixa comercial médio-alta, mas também cosméticos, produtos para o lar, de papelaria, ferramentas e peças de reposição.




