
"Que Berlusconi não dê nada por feito, a Liga pode dizer basta", exclamou, perante seus partidários. Entre suas exigências ao chefe de governo, Bossi pediu para "reduzir a pressão fiscal que superou os limites do suportável" e instou Berlusconi a poupar dinheiro, por exemplo, "pondo um fim às missões de paz" no exterior (Líbia, Afeganistão e Líbano).
O líder da Liga Norte, partido secessionista em sua origem, quando nasceu há 22 anos, exigiu a Berlusconi "reduzir o esbanjamento e os custos da política" em um país em que os salários dos parlamentares e as ajudas estatais aos partidos políticos estão entre os mais altos da Europa.
Bossi, que também exigiu a transferência de Roma para o norte do país de pelo menos quatro ministérios, excluiu no entanto romper imediatamente com ''Il Cavaliere'' e convocar eleições antecipadas, em um momento em que a coalizão governamental está agitada pelas derrotas recentes nas eleições municipais e em três referendos.
Berlusconi, que este domingo visitou em Milão os soldados feridos nas guerras do Afeganistão e da Líbia, respondeu ao seu aliado dizendo que na próxima semana apresentará ao Parlamento um programa que "incluirá alguma de suas petições". Minimizando as exigências de Bossi, Berlusconi considerou que a reunião de Pontida "confirmou que a aliança (no poder) não tem alternativa" e "a vontade (de Bossi) de continuar a legislatura".




