A Q8, companhia controlada pelo Kuwait, anunciou que vai impor limites de preço aos combustíveis vendidos em seus postos na Itália, seguindo o movimento iniciado pela estatal italiana ENI e depois encampado pela Socar, do Azerbaijão, que opera a rede IP no país europeu.
A decisão ocorre após meses de alta acentuada nos preços, impulsionada pelo impacto da guerra no Irã.
A primeira-ministra Giorgia Meloni comemorou a adesão da Q8.
“Agradeço ao Kuwait e ao grupo que controla as instalações da Q8 na Itália por responderem ao chamado do governo para que as empresas de energia limitem os preços dos combustíveis”, afirmou em nota.
A ENI impôs um teto de 2,19 euros (R$ 13) por litro ao diesel e de 1,99 (R$ 11,80) à gasolina sem chumbo, de forma a controlar o preço dos combustíveis diante da pressão inflacionária exercida pelo prolongado bloqueio no Estreito de Ormuz, na costa do Irã.
Segundo o Ministério das Empresas e do Made in Italy, o preço médio do litro da gasolina na bomba de autoatendimento caiu para 2,126 euros (R$ 12,6), contra 2,159 (R$ 12,8) na última semana. O diesel recuou de 2,377 (R$ 14,1) para 2,335 (R$ 13,8).
Em 16 de setembro, o governo Meloni já havia estendido até 5 de outubro o corte de impostos sobre o diesel, criado para conter a escalada dos preços. O benefício, porém, foi reduzido de 17 centavos por litro para 12,2 centavos e, depois, para 6,1 centavos.




