A sexta rodada de negociações entre Líbano e Israel começou em Roma, em mais uma etapa do processo complexo que visa estabelecer relações pacíficas entre os dois países.
As reuniões ocorrem na Embaixada dos Estados Unidos na capital italiana e fazem parte de um esforço iniciado em abril para reduzir as tensões na fronteira entre os dois países, que não mantêm relações diplomáticas formais.
Recentemente, as partes chegaram a um acordo-quadro que prevê o desarmamento do Hezbollah e uma retirada gradual das forças israelenses de áreas ocupadas no sul do Líbano, começando por “zonas-piloto” onde o Exército libanês assumiria o controle da segurança.
O entendimento, no entanto, enfrenta obstáculos. O Hezbollah rejeitou o acordo, que também não estabelece um cronograma para a retirada das tropas israelenses. Israel, por sua vez, afirma que suas Forças de Defesa permanecerão na chamada “zona de segurança” ao longo da fronteira até que o grupo seja desarmado.
Antes do início das negociações, a Presidência libanesa informou que sua delegação recebeu instruções para exigir o início imediato da retirada das forças israelenses das duas “zonas-piloto” antes de qualquer avanço nas discussões.
Segundo uma fonte diplomática libanesa, o Exército do país está preparado para assumir gradualmente o controle das áreas que forem desocupadas por Israel.
Na semana passada, uma delegação militar dos Estados Unidos esteve em Beirute para discutir com as Forças Armadas libanesas a implementação da retirada israelense de uma primeira zona-piloto, considerada um passo fundamental para o avanço do processo de negociação.
O vice-premiê da Itália e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, exaltou o papel de Roma como mediadora no conflito no Líbano.
“O fato de as negociações ocorrerem em Roma é muito importante. Isso demonstra o papel fundamental que a Itália desempenha na paz” no Oriente Médio, declarou Tajani, destacando a importância de “continuar trabalhando em prol de um cessar-fogo e da paz no Líbano”.




