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“Tarifas de Trump contra europeus são um erro”, diz Giorgia Meloni

Após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de colocar tarifas iniciais de 10% a partir de primeiro de fevereiro a alguns países europeus que enviaram tropas militares a Groelândia, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, reforçou a necessidade de “diálogo” a fim de “evitar uma escalada” na crise no Ártico.

“A previsão de um aumento de tarifas contra as nações que optaram por contribuir para a segurança da Groenlândia é um erro do qual não compartilho”, declarou Meloni a jornalistas durante viagem à Coreia do Sul.

Ela explicou que conversou “há poucas horas” com Trump e que havia “um problema de entendimento e comunicação” em relação à iniciativa de alguns países da UE, a qual não deveria ser interpretada como “antiamericana”.

“Precisamos retomar o diálogo e evitar uma escalada” da crise, destacou a líder italiana, que ao não enviar soldados para a ilha ártica, ficou de fora da retaliação que atingiu a Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia.

Meloni também confirmou que falou com o secretário-geral do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, que teria lhe confirmado que “está começando a trabalhar”.

“Mais tarde, falarei também com líderes europeus e acredito que uma reunião seja convocada no âmbito do Conselho Executivo Europeu”, acrescentou a premiê.

Segundo publicação de Trump no Truth no sábado (17), em junho de 2026, as taxas subirão para 25% “até que se chegue a um acordo para a compra completa e total da Groenlândia”.

De acordo com fontes ligadas à presidência da França, o chefe de Estado Emmanuel Macron pedirá a ativação do Instrumento Anticoerção (IAC) da União Europeia caso as tarifas entrem em vigor nos próximos dias.

O francês estaria se mobilizando “para coordenar a resposta europeia às ameaças tarifárias inaceitáveis feitas pelo presidente Trump”.

As mesmas fontes especificam que Macron “estará em contato com seus homólogos europeus durante todo o dia [18] e solicitará, em nome da França, a ativação do IAC”.

O IAC, criado em 2023 e nunca ativado, é a resposta da UE à coerção econômica por parte de países terceiros, ou seja, à interferência indevida através de medidas ou ameaças que afetem o comércio ou os investimentos com o objetivo de influenciar decisões políticas europeias. Seu principal foco é a dissuasão das ações externa.

Em uma publicação no Linkedin, a ministra de Recursos Minerais da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, elogiou a resposta dos países europeus às novas ameaças de Trump em relação ao futuro da ilha.

“Estou grata e confiante de que a diplomacia e as alianças prevalecerão”, escreveu Nathanielsen.

Já o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, anunciou que irá uma reunião com seus colegas europeus para discutir a situação de segurança no Ártico. Os encontros começarão hoje em Oslo, seguidos de visitas a Londres e Estocolmo.

A Groenlândia, ilha situada no Ártico, tem governo semiautônomo, pertencendo ao Reino da Dinamarca. Por ser uma região estratégica no globo e rica em terras raras, os EUA de Trump têm interesse em anexá-la ao território americano. 

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