O tenista italiano Jannik Sinner, atual número 2 do mundo, anunciou o fim da parceria bem-sucedida com o técnico australiano Darren Cahill, com quem trabalhava desde 2022 e que será substituído pelo sueco Magnus Norman.
Cahill foi fundamental para a ascensão de Sinner ao topo do ranking mundial e esteve ao lado do italiano em 25 de seus 30 títulos no circuito profissional, incluindo dois no Aberto da Austrália, dois em Wimbledon, um no US Open e dois no ATP Finals.
No entanto, aos 61 anos de idade, o australiano já havia manifestado desejo de deixar o cargo para passar mais tempo com a família, projeto que Sinner ainda havia conseguido adiar no fim de 2025. “Darren foi uma parte incrivelmente importante do meu caminho. Conquistar cinco títulos de Grand Slam e chegar ao número 1 do mundo são sucessos que levarei para sempre no coração, mas tão importante quanto é a relação que construímos ao longo do percurso”, disse o tenista em um comunicado.
“Quero agradecer ao Darren por acreditar em mim, por sua honestidade e dedicação. Ele me ajudou a crescer tanto como jogador quanto como pessoa, e seus ensinamentos me acompanharão por toda a minha carreira. Compartilhamos momentos verdadeiramente especiais nos últimos cinco anos e, embora nossa relação profissional tenha chegado ao fim, nossa amizade continuará”, acrescentou.
Cahill, por sua vez, afirmou que trabalhar com Sinner foi “uma honra e um privilégio especial”. “Ele é um rapaz extraordinário, um campeão humilde e dedicado ao trabalho. Confiança, honestidade e respeito mútuo só funcionam quando compartilhados por ambas as partes, e essa é a grande força de Jannik como atleta”, salientou.
O italiano não joga desde a final de Wimbledon, em julho passado, devido a uma lesão no joelho e deve voltar às quadras somente em 2027, quando terá Norman ao lado do técnico Simone Vagnozzi em seu box.
Ex-número 2 do mundo, o sueco foi treinador do compatriota Robin Soderling entre 2009 e 2010 e de Stan Wawrinka em três períodos (2013-17, 2018-20 e 2022-26), ajudando o suíço a conquistar três títulos de Grand Slam em plena era do “Big Three”, quando Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer dominavam o tênis mundial.




