Novas ameaças de bomba atingiram voos na Europa, enquanto as autoridades ainda tentam descobrir a origem dos falsos alertas registrados nos últimos dias.
Um telefonema anônimo mencionou um suposto explosivo em um avião da companhia húngara Wizz Air que fazia a rota entre Praga, na República Tcheca, e Roma, na Itália.
A aeronave foi desviada para Veneza, onde foi submetida a uma inspeção da polícia italiana. Apenas nesta sexta, pelo menos oito voos com origem ou destino em Praga foram alvos de ameaças de bomba, nenhuma delas comprovada até o momento.
Alertas semelhantes também atingiram um voo da empresa irlandesa Ryanair entre Roma e Lisboa, em Portugal, e o tráfego aéreo no Aeroporto de Copenhague, na Dinamarca. “Nossa avaliação preliminar é de que não há perigo para os passageiros ou outras pessoas no aeroporto”, garantiu a polícia dinamarquesa.
Na última quinta-feira (5), cerca de 20 voos foram alvos de falsas ameaças de explosivos em toda a Europa. Em pelo menos dois casos, os alertas partiram de uma mensagem em italiano enviada à empresa que administra o Aeroporto de Roma-Fiumicino por um grupo que se autointitula “Estado Masculino”.
O nome remete ao movimento de extrema direita russo “Muzhskoye Gosudarstvo”, fundado em 2016 e banido na Rússia em 2021 por “extremismo”.
A mensagem citava supostas bombas em aviões da Finnair e da Aer Lingus que haviam partido, respectivamente, de Helsinque, na Finlândia, e Dublin, na Irlanda. O primeiro chegou a ser desviado para uma base militar na França, e ambos foram escoltados por caças até a aterrissagem. Nenhum explosivo foi encontrado.




