
Depois dos vetos da Hungria, a alta representante de Política Externa da UE, Kaja Kallas, defendeu a aprovação do Fundo Europeu para a Paz para comprar armas americanas de modo prioritário para a Ucrânia.
Ao mesmo tempo, a UE publicou uma declaração conjunta com 26 Estados-membros, pedindo à Rússia para aceitar um cessar-fogo e “parar com os assassinatos” no país vizinho.
A ação do bloco ocorre após os ataques massivos de Moscou contra Kiev, que danificou o prédio da delegação da UE na capital ucraniana.
O Fundo Europeu para a Paz “pode financiar a iniciativa Purl (Prioritised Ukraine Requirements List) da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e desbloquear a situação”, afirmou Kallas ao final da reunião informal dos ministros das Relações Exteriores (Gymnich) em Copenhague, referindo-se ao apoio da UE para adquirir armas para a Ucrânia em guerra contra a Rússia, que se prolonga por mais de três anos.
A alta representante europeia também reforçou que houve tentativas de negociações para que a Hungria retirasse seu veto, o que não ocorreu. Assim, 6,6 bilhões de euros para o fundo seguem bloqueados.
“Este financiamento poderia fazer a diferença”, acrescentou Kallas, que também apresentou uma declaração assinada por quase todos seus Estados-membros, com exceção de Budapeste, em que pede o fim da guerra no leste do continente.
“Os recentes ataques da Rússia em Kiev e outras cidades ucranianas representam uma escalada deliberada e minam os esforços de paz”, disse ela após o veto húngaro ao texto.
“A Rússia deve pôr fim aos assassinatos e demonstrar um desejo sincero de paz: ataques intencionais contra civis e alvos não militares são crimes de guerra”, diz o comunicado, observando que o bombardeio ocorrido na última quinta (28) danificou os edifícios da delegação da UE em Kiev, além de ter matado 19 pessoas, incluindo menores.