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Vítimas italianas de incêndio na Suiça são repatriadas

Aterrissou em Milão o avião com os corpos de cinco das seis vítimas italianas do incêndio que devastou um bar em Crans-Montana, na Suíça, na madrugada de 1º de janeiro.

O avião, um C130 da Aeronáutica Militar, decolou da cidade suíça de Sion e pousou no Aeroporto de Linate, onde foram desembarcados os restos mortais dos amigos Achille Barosi e Chiara Costanzo, ambos de Milão, de Giovanni Tamburi, de Bolonha, e de Emanuele Galeppini, de Gênova.

Os corpos foram recebidos pelo presidente do Senado, Ignazio La Russa, por representantes do governo da premiê Giorgia Meloni e pelos governadores e prefeitos das regiões e cidades de origem das vítimas.

Já o quinto cadáver, de Riccardo Minghetti, 16, seguirá no mesmo avião até Roma, onde será recebido pelos ministros Antonio Tajani (Relações Exteriores) e Andrea Abodi (Esportes).

A sexta vítima italiana do incêndio em Crans-Montana é Sofia Prosperi, 15 anos, que vivia na cidade suíça de Lugano, onde ela será sepultada.

Por sua vez, os adolescentes repatriados serão velados e enterrados ao longo dos próximos dias, enquanto todas as escolas italianas farão um minuto de silêncio em memória dos mortos.

“Neste momento de dor profunda, o pensamento da comunidade escolar vai para os jovens que perderam a vida em circunstâncias que deveriam ser de relaxamento”, disse o ministro da Educação da Itália, Giuseppe Valditara.

Três cidadãos italianos seguem internados em Zurique, enquanto outros 11 recebem tratamento no Hospital Niguarda, em Milão, quase todos com idades entre 15 e 16 anos, com exceção de duas mulheres de 29 e 55.

Seis pacientes no Niguarda estão na UTI sob sedação, com queimaduras que atingem de 10% a 50% de seus corpos, e ainda é cedo para considerá-los fora de perigo.

Em entrevista em Sion, o embaixador da Itália na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, disse que as autoridades locais admitiram que o material que revestia o teto do bar Le Constellation “não era à prova de fogo”.

Além disso, o diplomata salientou que, se havia uma saída de emergência, ela “estava mal sinalizada”.

“No meio daquele desastre, os jovens sequer a enxergaram”, afirmou Cornado, acrescentando que as famílias das vítimas exigem “justiça”.

O incêndio em Crans-Montana, um concorrido destino de inverno nos Alpes suíços, deixou pelo menos 40 mortos, todos eles já identificados, e 116 feridos, dos quais 83 continuam internados.

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