
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou que pretende propor ao Conselho de Assuntos Externos da União Europeia a inclusão da Guarda Revolucionária do Irã (Pasdaran) na lista de organizações terroristas do bloco.
Em publicação na rede social X, o chanceler italiano também defendeu a adoção de sanções individuais contra os responsáveis pela repressão aos protestos no país.
“As revelações mais recentes sobre as perdas sofridas pela população iraniana durante os protestos exigem uma resposta clara”, declarou Tajani.
Segundo o ministro, na próxima quinta-feira (29), durante a reunião do Conselho de Relações Exteriores, ele apresentará, em coordenação com outros parceiros europeus, uma proposta para a “inclusão da Guarda Revolucionária na lista de organizações terroristas, bem como a imposição de sanções individuais contra os responsáveis por esses atos hediondos”.
Em entrevista ao programa Ping Pong, da Rai Radio 1, Tajani voltou a destacar a gravidade da situação no Irã e afirmou que a Itália apoiará, no âmbito europeu, punições contra os responsáveis pelo que classificou como um “massacre”.
“Se os números que estão surgindo forem confirmados, com mais de 30 mil mortos, estaremos em um patamar comparável ao de Gaza”, enfatizou.
A posição de Tajani foi elogiada por Israel. Em publicação no X, o ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Sa’ar, expressou “apreço” pelas declarações do chefe da diplomacia italiana e renovou o apelo para que a União Europeia “tome a decisão necessária e moral” de designar a Guarda Revolucionária iraniana como organização terrorista.
No final de dezembro, o Irã foi tomado por uma onda de manifestações populares motivada pela crise econômica e pela disparada da inflação, mas que logo abarcou toda a insatisfação contra um sistema teocrático que governa a nação persa desde a Revolução Islâmica de 1979.
O governo iraniano reprimiu os protestos com violência, deixando milhares de mortos e ameaçando manifestantes com pena de morte. Além disso, ordenou o bloqueio da internet em seu território.
Segundo o Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã, pelo menos 43 mil pessoas foram mortas nas manifestações contra o regime do país.



