A Itália deve fechar 2026 com um novo recorde negativo de nascimentos, aprofundando uma tendência de queda que já dura quase duas décadas.
É o que indicam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat).
Em 2025, o país registrou 355.772 nascimentos, o menor número já contabilizado — cerca de 14 mil a menos do que em 2024. E a tendência de baixa continua: entre janeiro e julho de 2026, houve 196.864 nascimentos, uma queda de 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A taxa de fecundidade também atingiu o menor nível histórico: 1,14 filho por mulher, contra 1,18 em 2024. A idade média das mães no primeiro parto é de 32 anos.
Os nascimentos na Itália estão em declínio desde 2008, quando 576 mil bebês vieram ao mundo. De lá para cá, o número caiu mais de 38%. A primeira-ministra Giorgia Meloni afirma que reverter a queda da natalidade é uma “prioridade absoluta” de seu governo, que tem adotado medidas de apoio às famílias e benefícios fiscais para mães que trabalham, mas ainda não foi suficiente para reverter a tendência.
Uma projeção recente do Istat apontou que o país pode perder 13 milhões de habitantes até 2080, o que representa mais de 20% de sua população atual.




