Uma série de alarmes de bomba atingiu voos em toda a Europa, afetando inclusive aeronaves com destino ou origem na Itália.
Um avião da Finnair que ia de Helsinque, na Finlândia, para Roma foi escoltado por caças da Força Aérea Italiana até o aeroporto de Fiumicino, enquanto uma aeronave da Aer Lingus que partiu de Dublin, na Irlanda, com destino à “cidade eterna” foi desviada para uma base militar no norte da França. Além disso, um voo da Wizz Air de Milão para Varsóvia, na Polônia, acabou redirecionado para Viena, na Áustria.
O avião da Finnair pousou em Fiumicino e foi submetido a procedimentos de varredura pelo esquadrão antibombas da polícia.
Já o Airbus A320 da Aer Lingus, com 151 passageiros e seis tripulantes a bordo, foi interceptado por caças franceses Rafale e pousou na base aérea de Évreux-Fauville, na Normandia. O comandante decidiu desviar a aeronave após o alerta, e equipes de desativação de explosivos aguardavam para revistar o avião.
Um dos passageiros do voo Dublin-Roma, o italiano Nicola Timpone, contou à ANSA que a tripulação informou inicialmente que o pouso em solo francês ocorreria por “problemas técnicos”. “Em certo momento, vimos jatos militares ao lado do avião e começamos a pensar que algo não estava certo”, relatou.
“Naquele ponto, percebemos que poderia haver um alarme de bomba. No fim, pousamos e nos vimos em um aeroporto militar cercado por bombeiros, policiais e muitas ambulâncias. Fomos colocados em uma pista secundária e continuamos no avião, esperando para entender o que estava acontecendo”, acrescentou.
Pouco depois, a Wizz Air confirmou que seu voo W4 6387, que havia decolado do aeroporto de Malpensa, em Milão, com destino a Varsóvia, foi desviado para Viena devido a “uma ameaça de bomba recebida” durante a viagem. Em nota, a companhia húngara afirmou que o desvio seguiu os protocolos de segurança e que a proteção dos passageiros e tripulantes é “absoluta prioridade”.
Segundo fontes investigativas, os alarmes dos voos de Helsinque e Dublin para Roma partiram de um único e-mail anônimo escrito em italiano, enviado nas primeiras horas da manhã aos endereços da ADR, empresa que administra o aeroporto de Fiumicino, e de outras companhias que operam no local. O assunto da mensagem era “segnalazione minaccia” (relato de ameaça).
Em Malpensa, pelo menos outros dois aviões foram revistados pela polícia após alarmes de bomba nesta quinta-feira: um da Aegean Airlines proveniente de Tessalônica, na Grécia, e um da Ryanair procedente do Porto, em Portugal. Uma aeronave que partiu do aeroporto milanês para Bucareste, na Romênia, também foi afetada.
Ao todo, mais de 10 voos em toda a Europa foram alvos de falsos alarmes de bomba ao longo da semana. Apenas nesta quinta, os alertas atingiram três aviões na Bulgária, sendo que dois deles, procedentes de Copenhague e Madri, pousaram na capital Sófia, e um terceiro, proveniente de Londres, aterrissou em Plovdiv. Todos foram escoltados por caças militares.
Na República Tcheca, quatro aeronaves com destino a Praga receberam ameaças, que a polícia local considerou de “baixa credibilidade”, mas que mesmo assim motivaram varreduras. Nenhum explosivo foi encontrado até o momento.




