
Laura Pausini voltou ao centro do debate nas redes sociais após a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano-Cortina, onde interpretou o hino nacional italiano. A apresentação dividiu opiniões e reativou uma onda de críticas que a cantora vem enfrentando há meses – pressão que a levou a se afastar parcialmente do ambiente online para proteger a própria saúde emocional.
Em entrevista ao programa Le Iene, da Italia 1, ao repórter Stefano Corti, Pausini falou da relação difícil com as redes: “Quando estou no palco, não sinto medo, mas fora dele sou muito frágil; é muito fácil me magoar”. Antes do episódio do hino, ela já havia sido alvo de ataques por releituras de clássicos: a versão de “La mia storia tra le dita”, em meio a uma disputa pública com Gianluca Grignani, e a de “Due vite”, de Marco Mengoni, que gerou polêmica após bloqueios em massa no Instagram feitos por sua equipe.
A artista contou que decidiu reduzir sua exposição digital em dezembro, após conselho de Carlo Conti. Sem apagar perfis – em plena divulgação do álbum “Io canto 2”, lançado em dezenas de países -, passou a se concentrar na vida offline. “Desde que fiz isso, me sinto mais calma, acordo menos irritada, com menos pânico”, disse. O estopim, relata, foi a enxurrada de comentários sobre Grignani, com quem afirma não ter agido de má-fé.
Mãe de uma adolescente, Pausini também alertou para os riscos da internet aos mais jovens e agradeceu aos fãs que a defenderam. O recado final é simples: discordar faz parte. Atacar, não.



