A Polícia de Milão levou 271 pessoas à delegacia, no segundo dia de confrontos no centro da cidade. Os atos eram protestos contra serviços públicos precários e o aumento do custo de vida. Dos detidos, 32 foram presos, 13 deles estrangeiros e 23 menores, e outros 28 foram denunciados à Justiça, segundo fontes do Departamento de Polícia do Ministério do Interior.
Levar à delegacia não é o mesmo que prender: a maior parte dos 271 foi encaminhada para identificação. A Itália é terra de ancestrais de muitos gaúchos, sobretudo na Serra. Em setembro, o Istat, instituto de estatística da Itália, estimou a inflação em 4,2% em 12 meses, ante 3,3% em agosto. A resposta de Roma, até agora, vem pela segurança: a reunião convocada por Meloni trata de ordem pública, não de preços ou serviços.
Lojas saqueadas e 14 agentes feridos
Segundo a Reuters, a polícia de choque usou gás lacrimogêneo e jatos d’água depois que centenas de manifestantes encapuzados quebraram vitrines e incendiaram lixeiras perto da Piazza Duomo. A confusão se espalhou por vias do centro: a via Torino e o corso Vittorio Emanuele tiveram lojas saqueadas e carros danificados.
Há 14 agentes feridos: 10 policiais e quatro da polícia local. Os confrontos começaram no sábado (17). Naquele dia, outras 72 pessoas já tinham sido levadas à polícia.
Oito em cada dez levados são menores
Dos 271 levados à delegacia, 220 são menores e 60 são estrangeiros. O mais novo tem 11 anos, e muitos têm entre 12 e 13. Pais esperaram diante da Questura, a chefia de polícia de Milão, por notícias dos filhos.
Em 174 casos, a polícia aplicou o fermo di prevenzione, a retenção preventiva criada pelo último decreto de segurança (decreto 23 de 2026, artigo 11-bis). Entre os 23 menores presos e os 23 menores denunciados, a situação processual de cada um não foi divulgada. Para 11 maiores de idade presos nos dois dias, a Procuradoria de Milão pede prisão, por devastação, saque e resistência agravada.




